Patrícia Poeta brilha no comando do “Encontro” e firma seu nome nas manhãs da Globo. Antes de migrar para o entretenimento, a estrela alçou ao posto máximo do jornalismo na televisão e foi âncora do “Jornal Nacional”. Foi a primeira vez que ela substituiu Fátima Bernardes.
Patrícia ficou na bancada de 2011 a 2014 e sua saída foi marcada por muitos rumores. Ao vivo no “Jornal Nacional”, ela comunicou ao público que a permanência por três anos já estava prevista e que deixaria o telejornal para se dedicar a um projeto de entretenimento. De fato, no ano seguinte, ela estreou no comando do “É de Casa”.
O portal Notícias da TV noticiou na época que William Bonner, que se despede do “Jornal Nacional” nas próximas semanas, foi apontado como o grande pivô da saída de Poeta. Segundo profissionais que trabalhavam no telejornal, o âncora foi hostil com ela em diversas ocasiões. O comunicador “nunca digeriu” Patrícia e se incomodava com os cacos que a jornalista inseria nas falas.
O segundo rumor apontava que o diretor de jornalismo Ali Kamel teria sido um dos responsáveis pelo desligamento da jornalista. O motivo? Ele seria rival de longa data de Amauri Soares, na época, diretor de programação e marido de Patrícia.
Segundo a Folha de São Paulo, jornalistas da Globo avaliaram que a compra de um apartamento de R$ 23 milhões teria pesado na decisão. Patrícia e Amauri adquiriram um imóvel, localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro, que pertencia a Georges Sadala. O empresário foi citado nas investigações sobre o bicheiro Carlinhos Cachoeira, acusado de envolvimento com crime organizado e corrupção. A alta cúpula teria ficado incomodada e até feito uma reunião sobre o tema.
Por último, mas, definitivamente, não menos importante, o desempenho de Patrícia nas entrevistas com candidatos à presidência em 2014 teria sido o principal motivo. A performance da jornalista não agradou João Roberto Marinho, um dos filhos de Roberto Marinho. Bonner também teria reclamado do trabalho de Patrícia na sabatina a Dilma Rousseff, que disputava a reeleição na época.
Em entrevista ao portal Terra, Bonner definiu como “suave” a transição de Poeta para Renata Vasconcellos. No entanto, ele declarou que a colega estava infeliz e até citou a então esposa Fátima. A declaração caiu como uma bomba, porque ajudou a desmentir a afirmação pública de que a jornalista já tinha planejado deixar o “JN” com apenas três anos de atuação.
“A Patricia Poeta decidiu fazer do 'Jornal Nacional' um período profissional da vida dela importante. Ela queria uma Copa do Mundo, ela queria uma eleição, ela teve essa experiência e botou isso na carreira dela. Mas é fato! Aconteceu na carreira dela algo que eu vi acontecer dentro da minha casa com Fátima. Ela entendeu que a felicidade profissional dela não estaria mais ali”, declarou o jornalista.
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